Como o blackfishing moldou o mercado fonográfico e integrou o racismo a música pop no Brasil

Essa é uma analise psicossocial partindo do pressuposto histórico de eugenia estruturado e organizado em alguns periodos históricos brasileiros, alem da midia televisa e do mercado de música e videografia no Brasil. Nenhuma das analises atribui ou desatribui qualidade aos projetos exemplificados neste ensaio, que pretende apenas alubrar a perspectiva anticolonista para a construçãofilosofica do pais.




Sabemos que a estrutura financeira no Brasil, divide pretos, miscigenados e brancos, na função (y) tempo de arrecadação x trabalho há séculos. Em números reais, são 388 anos de supreção social e mal caratismo sádico como fonte de renda inesgotável e quase sem custos da mão de obra escravocrata. O que me faz lembrar, que em 388 anos tiveram inumeros "aliados que foram até a página que quiseram para não moldar a história em um caminho que não favorecesse a branquitude, tão somente. Pelo blackfishing, na música brasileira mainstream. gerações e mais gerações de homens e mulheres escolados, se fizeram da "camaleoagem" etnica para emular caracteristicas óbvias da comunidae diasporica em prol de arrecadar mais e mais em um sistema criado para matar e substituir pessoas de pele escura.


Quando falamos das impressões psicossociais construidas pela midia televisiva e fonográfica, entendemos a ferramenta como semiotica. Partindo dai, nunca assumir sua racialidade, não discutir abertamente sobre sua herança e memória, além da projeção de pertencimento em uma realidade avulsa a sua, como se a pretitude fosse um quiz do Buzzfeed.


Esses são os 3 AFROCONVENIENTES MAIS INCOVENIENTES DA MUSICA



Chrigor


Encabeçando o Nsync do pagode, Chrigor junto a Periclés era a cota do "afrobranco" que o Brasil viu-se confortavel em amar. Desde 1996, sendo gerenciados por uma empresa ALEMÃ, o grupo perde seu líder em umaegolambre de achar que ele seria maior que o grupo, o que nunca decolou.


Chrigor é branco e o Exalta é um grupo que cresceu em uma empresa alemã em 1996, lembrando que a derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial resultou na divisão do país, que se tornou o marco de dois blocos político-econômicos antagônicos. Era o início da Guerra Fria. A Alemanha permaneceu dividida até 1990, 6 anos antes da contratação do Exaltasamba, durante o mandato Collor. Será que eles iam colocar o Periclão algum dia? Até hoje nunca aconteceu, e a culpa é do racismo atraves do blackfishing.



Marcelo D2

"Marcelo Maldonado Gomes Peixoto, mais conhecido comoMarcelo D2(Rio de Janeiro,5 de novembrode1967), é umrapperbrasileiro,vocalistada bandaPlanet Hemp, que hoje quer continuar emcarreira soloe em projeto paralelo com a volta da bandaPlanet Hemp. Célebre por misturar osambacom ablack music, fez várias parcerias com alguns artistas de outros gêneros, como oaxé music, e com pessoas que fazem batidas demúsica eletrônicacom a boca, popularmente conhecido como beatbox."

trecho retirado da Wikipedia do artista.


Larapio, Marcelo D2 é a epitome do rapper de classe média "cresceu em Maria da Graça. Aos nove anos, porém, foi morar no Andaraí- não no morro, mas perto.". Classe média, filho de um pai diretor de recursos humanos. Marcelo D2, era um grande afrobranco perdido que recebeu todas as posiveis chances da vida que só seriam possiveis pelo alvo de sua criação, A BRANQUITUDE.


"Tu é homem já, fica cheirando essas coisas, fumando esses negócios, bebendocachaça... BUM! Me deu um soco na cara. 'Só vou te bater como homem, não como pai'." depoimento de Dark, pai de Marcelo D2.



GLORIA GROOVE


Em um infancia televisionada, Daniel Garcia sempre ostentou labios voluptuosos e uma pele tão branca mas tão branca que seus poucos fenotipos ou heranças atribuidas, fossem porta de entrada do branco que mora do lado do metro e jura que é periferico. Nefastamente, iniciando sua carreira se escorando na representatividade negra em uma familia em SUMA TODA BRANCA! Engraçado que é impossivel encontrar fatos sobre a pretitude do pai dela, mas fotos com dreadlocks ou penteados afro tem aos rios...é mal carater conseguir sentir-se bem com memorias estruturalmente de aquem mas não entender se tem orgulhos suficiente do pai preto para falar o nome em público. Sendo assim, seu pai desconhecido JAMAIS será chaveiro emocional ou psicossocial para que catarses mentirosas sejam confundidas com casos reais.


Glória Groove é uma ladra cultural, conhecida por furtar em carater público e sem nenhuma vergonha, como na afirmação de pretitude dada OPORTUNISTAMENTE em sua primeira entrevista em uma publicação impressa. Caso pensado? Certeza.


"Representatividade é muito importante. Você não tem noção de como é bom ver um menino de periferia, negro, gay, olhar para o meu trabalho e as coisas que eu faço e dizer: ‘Eu posso fazer o mesmo’. Meu maior presente é saber que uma pessoa parou de fingir ser algo que não é e disse: ‘De agora em diante eu vou ser eu mesma’.

entrevista para Revista Trip




Homes brancos com passabilidade afrobranca moldando as formas com que encenamos a fantastica obra de viver no Brasil. Colonialista, provinciano e hediondo como se fosse 1945. Vai manter o status quo até quando cz?


texto Ame Apolinario

70 visualizações
  • Branca ícone do YouTube
  • Facebook - White Circle
  • Instagram - White Circle