FASHION REVOLUTION, CADÊ OS PRETX E LGBT NA LIVE?


Não obstante a abolição da escravatura em 1888 no Brasil, a memória escravagista ainda perdura no cotidiano de muitos brasileiros pretxs, no entanto com um novo semblante. Um marketing maneiro. Muitos seguidores. "Credibilidade". Compreende-se que, a mudança se faz com ações. Independente de sua ideologia ou crença, podemos dizer que, é cientifico o fato de que mudanças acontecem com ações. E reconhecer, nem sempre é o remédio para cura, e é, apenas mais um sintoma.


Partindo deste pressuposto, é incabível qualquer empresa de vestuário e moda NO BRASIL ATUALMENTE , não reconhecer, e, principalmente, priorizar a presença de pessoes pretes dentro de seu sistema técnico e tecnológico. |NÃO TEM COMO PARÇA! Não sei se é de conhecimento geral, mas roupa no Brasil sempre foi coisa de pretx, em uma recente pesquisa ("Industria do Vestuario e Moda no Brasil do sec XIX a 1960") da Universidade de São Paulo (USP) apresentou que AS ROUPAS FEITAS PARA ESCRAVOS foi o primeito "pedido private label" que iniciou a indústria têxtil no Brasil até a chegada do movimento Rhodia e a popularização na classe média branca dos anos 60, até então parça, costurar era coisa de mulher preta e pobre.


Imaginar que até os anos 20, não existiam "lojas de roupa feminina" porque as mucamas PRETAS costuravam em casa, todos os outfits para suas madames BRANCAS donas de fazenda ou mandava para aquela amiga costureira que nunca teve nome copiar o "modelo". Outro fato curioso para colocar na lista de importancias é que apenas há 25 anos atrás em 1995, o Brasil reconheceu a existência do trabalho escravo no país, ou seja, um país sustentado e construído no racismo desde sua primeira capitania, acredita que fez 25 anos de trabalho escravo. Com diversos relatos atuais (1940) de crianças adotadas para serem escravizadas em sistema colonial, como é possível avançar qualquer discurso Dona Fashion Revolution, se vocês permanecem presos em 1960?


Quando a presença negra vai ser colocada em praxis?

Quando sairemos da representatividade de rolê e vamos colocar a mão no bolso e consciência? A revolução da moda não é reciclagem, UPCYCLING É SECULAR NA QUEBRADA. Quando VIDAS serão colocadas em perspectiva e não o mesmo papo de reciclagem que nunca vai chegar aos pés de Ilha das Flores?

Me explica Fashion Revolution, como é posivel falar de reciclagem E NÃO TER UMA PESSOA PRETX OU UMA PESSOA LGBTQIA PALESTRANDO?


Vocês ESTÃO A DOIS ANOS CONSECUTIVOS SEM COLOCAR UMA PESSOA PRETA PARA PALESTRAR, ME DIZ O QUE ISSO SIGNIFICA? O QUE EU COMO INTELECTUAL DE MODA PRETO DEVO PENSAR SOBRE SUA CONDUTA QUE PERMANECE A PRIVILEGIAR A MULHER BRANCA QUE SUPRIMIR E COAGIA MULHERES PRETAS A MORREREM SENTADAS NUMA MAQUINA COPIANDO OS "ESTILOS" DAS VOGUE OU MANDANDO REPRODUZIR OS VESTIDOS DAS QUERIDINHAS DO ALCEU!


PALESTRANTES



Não é pessoal é social.

FASHION REVOLUTION VOCES ESTÃO DOENTES E ESSA DOENCA SE CHAMA SINDROME DO COLONO!


Agora me diz, com todo esse contexto histórico e aula de matemática, vocês entendem que são racistas e homofóbicos por nao ter presençaa pretx ou LGBT? Ou vou ter que mudar a estratégia para linchamento online?


Aguardamos;





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