Praxis Afrocentrado:tem branco no seu role? O erro é seu e não da comunidade!


„No man knows what he can do until he tries.“ Carter Woodson



Aquele famoso conto de que negros são desunidos no Brasil, sempre foi contado nos fábularios do capitalismo, sendo pela necessidade empírica de espaço ou colorismo, acesso a academia, distribuição de renda ou a tal "oportunidade" criou essa lenda urbana de "may the best black character win!"


Espaços de fala que até ontem eram penumbricos a militância negra, abriram-se minusculos flecheclairs, onde brilham poucos assustos de forma homogenea como o tal BlackMoney e o genocídio para com pessoas de cor. Na mesma velocidade que morremos, aparentemente, criamos novos centros afrocentrados. Como a tentativa da marca paulista Cavalera, de inserir o negro dentro do seu processo racista, onde foram até jogaram na mão de dois homens negros o casting e criação da ultima coleção mas que foi performada para a branquitude e presenteada com uma loja fisica decorada de "BARRACÃO DE PAU E FITA".


Para alguns menos instruídos a medida é o pontapé inicial para a inserção de nossos discursos dentro do mercado de moda, exceto se colocarmos na ponta do lápis que moda e comportamento é designado pela rua e não passarelas. E esse look Balenciaga calça de tactel e meia, meus tios usam antes mesmo do Yeezy. Fomos roubados historicamente e isso é uma verdade intragável a branquitude e por essa razão afrocentrar é tão necessário.


"Prefiro a morte do que ser grato pela mudança social conquistada ao branco"

Com o avanço das questões supracitadas foram nascendo totens de cor dentro do sistema integrado de riquezas do branco, algo que carinhosamente chamo de Geração C (sim C é sigla de CAPATAZ). Não tão distante desse grupo de ativismo negro que pretende implodir o capitalismo de dentro pra fora ,risos, (o que é a maior mentira já contada na história do mundo), temos a parte da comunidade que pressupõe a divisão de renda entre pessoas de cor em um mecanismo eficaz para mobilidade social do negro no Brasil.

Nós negros – somos 54% da população brasileira – e movimentamos cerca de R$ 1,7 trilhão por ano no país, mas ainda recebemos em média R$ 1.200 a menos que os trabalhadores brancos. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística mostram que entre os 10% mais pobres da população brasileira, 78,5% são negros (pretos ou pardos), contra 20,8% brancos. Já entre os 10% mais ricos, a situação se inverte: 72,9% são brancos e 24,8% são negros.


E onde tá o erro?


Aí a gente cai na velha ladainha de "a coisa tá preta então a coisa tá boa" mas quando aproximamos as questões aspiracionais ao praxis de movimentos afrocentristas no Brasil, sempre nos deparamos com os mesmos problemas: equipes técnicas hibridas e ou plateias brancas. Como o fatídico show dos racionais no Áudio Club, onde você via o cara que acabou de sair da GV, com seu carro estacionado no Vila Country cantando diário de um detento e chorando. Ou o AfroPunk Festival distribuindo ingresso pra show pq só tinha branco no primeiro dia. Os rappers afrobeges palmiteiros, enfim. A militância do entretenimento de cor está fadada a isso no Brasil? É possivel criar um empreendimento negro sem consumo de branco? Aguardemos, pois eu to tentando pegar minha fatia dos 2 trilhão.

E ae o que acha?



0 visualização